Prepare-se para uma viagem no tempo através das atuações mais icônicas e aterrorizantes do cinema de horror do século XX! De clássicos que definiram o gênero a performances subestimadas que merecem ser redescobertas, preparei uma lista que vai te fazer questionar se o Oscar realmente entende de terror. Afinal, nada supera um bom susto com uma atuação de tirar o fôlego, não é mesmo?
Gregory Peck em “A Profecia” (1976): A dor de um pai em um pesadelo infernal
Começando nossa lista com um peso pesado: Gregory Peck, o eterno Atticus Finch de “O Sol É Para Todos”. Em “A Profecia”, ele troca a toga de advogado pelo terno de embaixador americano, Robert Thorn, um pai que vê sua vida se transformar em um verdadeiro inferno. Peck entrega uma atuação devastadora, mostrando a angústia de um homem que precisa tomar uma decisão impossível: matar o próprio filho para impedir o apocalipse. Quem diria que o bom e velho Atticus Finch seria capaz de tanta dor?
Fredric March em “O Médico e o Monstro” (1931): Uma dualidade que assusta e fascina
Baseado na clássica novela de Robert Louis Stevenson, “O Médico e o Monstro” ganhou vida em 1931 com a interpretação magistral de Fredric March. Ele personifica tanto o brilhante e sofisticado Dr. Henry Jekyll quanto seu alter ego maligno, Mr. Edward Hyde, com uma maestria que impressiona até hoje. A transformação física e emocional de March é de arrepiar, e o Oscar de Melhor Ator que ele recebeu é mais do que merecido. Uma curiosidade: March foi o primeiro ator a ganhar um Oscar por um filme de terror!
Jamie Lee Curtis em “Halloween” (1978): A scream queen que virou lenda
“Halloween” de John Carpenter não é apenas um filme slasher icônico; é o berço de uma das maiores “final girls” do cinema: Laurie Strode, interpretada pela inesquecível Jamie Lee Curtis. Laurie é a típica garota comum que se transforma em uma guerreira para sobreviver ao terror de Michael Myers. Curtis personificou a personagem de forma tão autêntica que a tornou um símbolo de força e resistência para toda uma geração. E vamos combinar, quem não torceu por ela enquanto Myers a perseguia pelas ruas de Haddonfield?
Julie Harris em “Desafio ao Além” (1963): A ambiguidade que te deixa sem dormir
“Desafio ao Além” é um clássico do terror psicológico que te faz questionar a sanidade da protagonista. Julie Harris, no papel de Eleanor Lance, entrega uma atuação que é um verdadeiro enigma. Será que ela está sendo realmente assombrada ou está apenas perdendo a cabeça? A ambiguidade da personagem é o que torna o filme tão perturbador e inesquecível. Uma curiosidade: o filme foi filmado em uma mansão real, que dizem ser mal-assombrada!
Ruth Gordon em “O Bebê de Rosemary” (1968): A vizinha do inferno que te faz duvidar de tudo
“O Bebê de Rosemary” é um marco do terror psicológico, e Ruth Gordon, como a vizinha Minnie Castevet, rouba a cena com sua atuação sinistra e manipuladora. Ela é a personificação do ditado “as aparências enganam”, mostrando que o mal pode estar mais perto do que imaginamos. O Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante que ela ganhou é uma prova de que o terror também pode ser premiado!
Menções Honrosas: Clássicos que merecem ser lembrados
Não posso deixar de mencionar outras atuações incríveis do século XX, como Catherine Deneuve em “Repulsa ao Sexo”, Duane Jones em “A Noite dos Mortos-Vivos”, Mia Farrow em “O Bebê de Rosemary”, Deborah Kerr em “Os Inocentes” e Sissy Spacek em “Carrie, A Estranha”. Cada uma dessas performances contribuiu para a história do terror e merece ser redescoberta pelas novas gerações.
E aí, qual dessas atuações te assustou mais? Conta pra gente nos comentários!